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sábado, 30 de julho de 2011
Nunca
Eis aqui a palavra maldita. A palavra sem sentido, a palavra má. Tão forte é o seu peso que ao proferi-la é estabelecido um pacto com o nada, com o vazio ou com Deus, ou com nossa própria insegurança. Nunca é a tal palavra que sacramenta nossa caráter e nos torna senhores do tempo. É preciso muita coragem para dizer "nunca". E outro tanto de ingenuidade para acreditá-la. Pois, a mesma força que a cria é a mesma que a destrói: o sentimento. Assim são com toda as palavras, parte da linguagem que significa o mundo e ele próprio muda - pelos seus próprios meios ou por nossas mãos. Há muito perdi o senso do tempo, foi-se a capacidade de datar-me e volto no tempo mais pelo que senti, do que pelo que disse. Não sou uma pessoa de palavra? Talvez. Mas sei que sou toda sentimento. Há tantas palavras e expressões que por sua importância jamais gostaria de dizer, como "eu te amo". Não me interessa ouvir ou dizer essas mágicas palavras: já perdi o senso de eternidade. Não me venha com amor, não me venha com nunca, pois dessa confiança não preciso. Só somos racionais até o limite do sofrimento - ou da alegria. Novos, velhos ou meros espíritos a vida é momento. Não quero sacramentar com palavras o que já existe. Vivamos, pois, sem querer controlar o tempo, sem querer nos podar e assim sofrer menos.
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domingo, 24 de julho de 2011
eu e o mundo
creio que a pior maneira de solidão é sentir o mundo como companhia. isso deveria ser bom, mas não é. esta frase pode ser lida de várias maneiras, retorcida, desmembrada e vemos então uma mulher que sabe estar dentro de uma realidade, mas o mesmo tempo, distante dela.
sozinha. simplesmente sozinha.
e como disse um compositor: "tudo é dor, e toda dor vem do desejo e não sentirmos dor". só por que fui me apaixonar, me envolver, querer tanto alguém por perto que me encontro nessa solidão. nesse minuto de solidão. em que nada acontece, em que a cabeça fica confusa e eu questiono minha vida tal qual a luz ilumina em outro lugar você com alguém, feliz - e para completar o drama - lembrando de mim como um belo brinquedo. que prazer machucar, aquela menina, ô!
por mais que eu questione o amor, a paixão, o desespero, às vezes eu não consigo ser forte, impávida. a vontade de estar com você chega a me dor no corpo que sente falta de algo que nunca teve. mas o desejo nasce e se instala sem permissão, sem pudor ou respeito.
tem dias que eu esqueço disso tudo e as minhas filosofias de equilíbrio e esperança fazem todo sentido. se fazem presente, se tornam concretas através de mim. mas há dias em que não consigo enxergar na minha frente, tudo embaça.
quando você quer chegar em casa e não tem ninguém pra te abraçar, beijar, te olhar com carinho. isso é um vazio irreparável. talvez um dia eu consiga enrijecer meu coração e para de sofrer.
um minuto. três minutos de uma música, talvez. Tweet
sozinha. simplesmente sozinha.
e como disse um compositor: "tudo é dor, e toda dor vem do desejo e não sentirmos dor". só por que fui me apaixonar, me envolver, querer tanto alguém por perto que me encontro nessa solidão. nesse minuto de solidão. em que nada acontece, em que a cabeça fica confusa e eu questiono minha vida tal qual a luz ilumina em outro lugar você com alguém, feliz - e para completar o drama - lembrando de mim como um belo brinquedo. que prazer machucar, aquela menina, ô!
por mais que eu questione o amor, a paixão, o desespero, às vezes eu não consigo ser forte, impávida. a vontade de estar com você chega a me dor no corpo que sente falta de algo que nunca teve. mas o desejo nasce e se instala sem permissão, sem pudor ou respeito.
tem dias que eu esqueço disso tudo e as minhas filosofias de equilíbrio e esperança fazem todo sentido. se fazem presente, se tornam concretas através de mim. mas há dias em que não consigo enxergar na minha frente, tudo embaça.
quando você quer chegar em casa e não tem ninguém pra te abraçar, beijar, te olhar com carinho. isso é um vazio irreparável. talvez um dia eu consiga enrijecer meu coração e para de sofrer.
um minuto. três minutos de uma música, talvez. Tweet
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
nada é perfeito, mas...
acabei de ver um episódio de House em que um dos desejos do paciente do dia era largar a banda em que participava. Na verdade, era a vontade de sua esposa: assim ele parava de viajar e dava mais atenção à família. Esse caso de ficcção se soma a alguns casos também reais desse tipo de coisa, para mim, muito estranha: pq alguém vai ficar com uma pessoa se ela faz/convive com algo que aquela não suporta?
devo dizer agora que minha experiências com relacionamentos é praticamente nula. E também só tenho 18 anos, né, nada de sabedoria amorosa no momento. portanto, este texto são meras divagações, questionamentos.
o amor leva mesmo a esses atos insanos de masoquismo? No caso do House, seria muito cruel para o carinha parar com a música, afinal, ele deve estar nisso pq gosta. O que não significa que ame menos a mulher. Dai, fazer o que?
E devo acrescentar também que há particularidades, não é?
Mas o que eu acho estranho são essas disputas que não levam à nada. Talvez relacionamentos possam funcionar felizes de outras formas, ou até mesmo outros podem acontecer na vida de outras pessoas. Mas acho que forçar alguém a largar alguma coisa que ama tanto - não estou incluíndo drogas - não deve fazer muito bem. Acho que no começo de um relacionamento, a pessoa precisa saber no que está se metendo, não é? Depois, não chora e diga que está sofrendo e faz da vida dos dois - e das pessoas ao redor - um inferno! Tweet
devo dizer agora que minha experiências com relacionamentos é praticamente nula. E também só tenho 18 anos, né, nada de sabedoria amorosa no momento. portanto, este texto são meras divagações, questionamentos.
o amor leva mesmo a esses atos insanos de masoquismo? No caso do House, seria muito cruel para o carinha parar com a música, afinal, ele deve estar nisso pq gosta. O que não significa que ame menos a mulher. Dai, fazer o que?
E devo acrescentar também que há particularidades, não é?
Mas o que eu acho estranho são essas disputas que não levam à nada. Talvez relacionamentos possam funcionar felizes de outras formas, ou até mesmo outros podem acontecer na vida de outras pessoas. Mas acho que forçar alguém a largar alguma coisa que ama tanto - não estou incluíndo drogas - não deve fazer muito bem. Acho que no começo de um relacionamento, a pessoa precisa saber no que está se metendo, não é? Depois, não chora e diga que está sofrendo e faz da vida dos dois - e das pessoas ao redor - um inferno! Tweet
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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
tinta preta
como a felicidade é tênue. pode acabar num segundo, com a falta de comunicação ou um telefonema infeliz. tudo ao mesmo tempo. não dá nem para se acostumar. o que você está lendo faz parte de uma pessoa dramática, mente criativa que adora pintar alegrias, mas na vida real, ninguém acredita nelas. às vezes, eu sinto que não vou aguentar a burrice humana. esses desafios com os sentimentos alheios que levam ao sofrimento. pois ninguém estabelece limite para felicidade. mal consigo pegar no pincel, para que pintar o amor, se todos ignoram? para que ser educada, amorosa em pequenos atos se ninguém quer perceber? meus pensamentos estão tão bagunçados. eu ouço música, vejo filme, olho um Picasso mas isso tudo é paliativo. coloco a roupa mais bonita, me maqueio, tento pensar em tudo de bom na minha vida - que não é pouca coisa- mas do que adianta só lembrar? o essencial está despedaçado. é tão pequeno. eu sei que se eu deixar isso me afetar tanto, jamais poderei pintar novamente. e nada vai mudar. sobrevivência. pq então meu instinto não se sobrepõe a minha mente?
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limite
gostaria que as coisas fossem mais facéis de serem ditas. pq vc sempre vem agressiva para me perguntar dos meus problemas? e são tantos, tantos que gostaria de falar para você. eu acordo todos os dias tentando ter coragem para ser feliz, amenizar pensamentos e em consequência palavras e ações, mas você está cega e eu não te faço enxergar. às vezes sinto que falta tão pouco para ser livre, mas talvez por inocência, você nunca... somos cópias, agimos da mesma forma covarde e medrosa.
a solução só parece simples. falar é simples, o problema só parece grande, mas tudo está tão bagunçado e mal entendido que o dia seguinte será o início de uma guerra. caso a felicidade não venha antes, a compreensão e vontade de viver em paz.
estou cansada, doente. meus textos não são meus, minha voz, meus movimentos. e você não vê que o problema está tão perto, principalmente de uma palavra amena. de um cuidado em arriscar e ver que a vida pode ser muito mais que os nossos medos de solidão e morte. Tweet
a solução só parece simples. falar é simples, o problema só parece grande, mas tudo está tão bagunçado e mal entendido que o dia seguinte será o início de uma guerra. caso a felicidade não venha antes, a compreensão e vontade de viver em paz.
estou cansada, doente. meus textos não são meus, minha voz, meus movimentos. e você não vê que o problema está tão perto, principalmente de uma palavra amena. de um cuidado em arriscar e ver que a vida pode ser muito mais que os nossos medos de solidão e morte. Tweet
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
taxa básica de juros
não, que ideia, eu não vou casar! não sei pq vc quer me convencer dessa ideia, absurda, as nossas vidas são diferentes, do que vc quer me salvar? como eu vou jurar amor eterno a uma pessoa, eu já fiz isso várias vezes desde meus seis anos de idade e não me venha dizer que aquela tenra promessa era coisa pouca. então, eu deveria sempre me desconsiderar pq quando eu ficar bem (burra) velha, eu vou saber de tanta coisa que eu vou me achar uma completa idiota nessa minha época da vida. mas eu não me levo a sério, pq se eu levasse, eu me casaria. mas eu respeito as minhas diferentes etapas de consiciência. é, eu tenho medo, sim, nem todo casamento finda em desgraça, ok. eu não to fechada pra bussiness, eu vou querer me relacionar com alguém, mas eu não quero compromissos eternos. eu nem me aguento no mesmo emprego por mais de dois anos! eu quero o que cada dia possa dar. eu sou inconstante e não tento ponderar nada. dane-se que eu não vá construir nada na minha vida, porra, um dia eu posso acordar e ser bem constante. mas eu não quero atropelar as decisões, eu sou tão jovem ainda. é claro que eu me arrependendo de montão de coisa, mas eu já vive tanta coisa que na verdade o arrependimento é só uma conclusão de um momento e não uma vontade. eu nunca faço escolhas para eternidade. eu duvido e ao mesmo tempo respeito todas as minhas decisões. droga, eu só não quero casar e não quero que vc me convença disso. meus dias são únicos, o amanhã não existe e eu não estou pronta para decisões planificadas.
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delirante
eu estou cansada de viver com medo, de me explicar o tempo todo para justificar as minhas fraquezas, para ser aceita como normal. estou tão cansada de te fazer esperar, tão cansada de ter medo de te perder - perder o mundo - por isso vivo com tanto medo. não quero achar mais que qualquer coisa é providência divina para que eu aprenda o que eu vivo ignorando: não haverá desculpas para mim. e nem precisa. quando eu te encontro, eu fico tão embaraçada com meu atraso, como se tivesse mudado algo entre nós. é que para mim muda. tudo muda quando nada vai do jeito que eu penso, quando ninguém entende minhas palavras e meus atos. mas, se eu tenho medo, ninguém deveria me cobrar. na verdade, se eu tenho medo eu não deveria me dobrar. me desculpa, isso não tem nada a ver com você, e se eu me justificasse agora eu diria que eu fico tão insegura com sua pontualidade e com meu constante atraso. mas como esse não é o caso, você sabe é que é com você que mais tenho abertura para falar o que se passa aqui dentro, pois enquanto fiquei presa naquele ônibus, naquele trânsito, tudo mudou. a gente vê tanta coisa em tão curto espaço de tempo, não é? nós nunca escapamos das nossas imagens mentais, também. eu gosto tanto quando você não fala nada e simplesmente advinha meus pensamentos. obrigada, lindo, pelo chocolate pelo sorvete que eu queria exatamente agora, não faço ideia como você descobriu. eu gosto tanto quando você não fala nada e me faz viver e a vida dá todas as respostas, não é? pq eu sempre vivo querendo responder todos os meus porquês.
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
ainda na caverna
eu não tenho projeto de vida. acho bonito a ideia de um mundo melhor, não gosto das calamidades humanas que ocorrem hoje em dia, mas eu não tenho muito o que fazer. pq eu não quero fazer nada. eu espero o grande líder. na verdade, eu espero o grande sonho que me faça lutar. eu acho que as coisas são belas e sujas, mas não acredito em nada por um longo prazo. eu grito nas passeatas pelas pessoas, pela energia da fúria - mesmo que seja passageira. eu apoio as causas ambientais, eu apoio as minorias pq isso incomoda as pessoas que eu considero chatas. mas como será o mundo depois de tudo isso? depois do bom ou ruim? não sei. por isso eu falo de coisas pequenas: comida, baladas, amores, roupas, sapatos, filmes e sentimentos. meus assuntos vão sempre se repetir. eu falo de coisas pequenas pois eu não se considero grande. pois eu não considero nada importante. pra mim tudo incomoda ou agrada, sem motivos profundos até a morte. Até que "dona justa" nos mostre as respostas ou outras dúvidas à nível de eternidade.
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jardins da babilônia
as cidades não vão parar de crescer - crescer tanto até se destruírem e virarem blocos de metal vazios. falam tanto em desenvolvimento, em obras megalomaníacas, em redes sociais e eu me pergunto: o que isso me representa? voto por votar, trabalho por trabalhar e tudo que eu mais queria agora era só um pouquinho de silêncio. nem mesmo a minha música favorita - será tão querida assim? - me faria ter paz, até mesmo pq o ventilador também faz barulho na hora de dormir. é tão complicada essa situação de depender e querer ser livre: o que seria de mim sem todas as tecnologias? o que seria de mim se algo dentro de mim não gritasse: qual caminha você está tomando? como nada é de graça, todas as imagens e sons estão vendendo uma vida que não é e jamais será minha - mesmo que eu esteja indiretamente inserido nesse processo, uma vez que estou vivo. penso, logo compro. tanta seriado, tando reality-show, enquanto nós mesmos nem sabemos de qual realidade aquilo está se referindo. se você sabe de tudo - de economia à astronomia - me conte tudo sobre o mundo que estou construíndo.
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